Alerta sobre linguagem para pais de crianças disléxicas

TES - The Times Educational Supplement
20 Mar 2008. (Inglaterra)
Alerta sobre linguagem para pais de crianças disléxicas
Por Dorothy Lepkowska

Crianças cujos pais são afetados (portadores) de dislexia necessitam de monitoramento rigoroso durante os primeiros anos de sua educação, se eles não quiserem ter sérios problemas com o aprendizado.

Em um novo estudo, acadêmicos da Universidade de York descobriram que crianças de risco mostram sinais precoces de deficiência em linguagem (veja o quadro ao lado) que precisam ser notados pelos professores.

Eles conclamam as escolas a não dispensar os pais como neuróticos, mas fazê-los prestar atenção que a criança está muito lenta no aprendizado.

éum de dois estudos que reforçam as causas genéticas da dislexia a ser apresentado na Conferência Anual da BDA - Associação Britânica de Dislexia esta semana.

O outro estudo, feito na Universidade de Southampton concluiu que, dificuldades de leitura e Déficit de Atenção e Hiperatividade (ADHD) podem ser causadas por um gene comum.

A pesquisa da Universidade de York, feita pela professora Maggie Snowling e Dr. Valerie Muter, estudaram 63 crianças de risco de dislexia hereditária pôr um período de 10 anos e as compararam a um grupo controle de 34 outras, sem histórico familiar de problemas com a leitura.

Eles acharam que aos 3 anos de idade, o grupo de risco tinham um vocabulário significantemente mais fraco, habilidades gramaticais de linguagem inexpressivas, que seus pares.Aos 6 anos 37 crianças das 63mostraram desenvolvimento retardado em leitura e pouco conhecimento das letras.

Aos 8 anos, dois terços tinham problemas com soletração, leitura e compreensão de textos. Aos 13 anos o grupo de risco continuava a ter dificuldades com soletração, consciência fonológica e fluência na leitura.

A professora Snowling falou: “já sabemos há algum tempo sobre os riscos associados à hereditariedade familiar, com dislexia e estamos cada vez mais tomando conhecimento sobre as causas genéticas destas dificuldades. Mas este é o primeiro estudo no Reino Unido que identificou precursores, como a lentidão no desenvolvimento da linguagem e a fala imatura”.

Uma criança que é incapaz de articular verbalmente, vai ter grandes problemas de aprender a ler através de qualquer método ”.

O estudo também descobriu que frequentemente pais, cujas crianças estavam no grupo de risco passavam a ensinar as letras e aspectos do método fônico, antes do estudo formal nas escolas, como resposta às suas próprias dificuldades em leitura.

O estudo enfatizou a importância de a família estar alerta para as ligações genéticas para problemas que outras crianças da família possam apresentar.

Indicadores precoces
Fala imatura: por exemplo, aos 3 anos as crianças deveriam falar “tomate” ao invés de “mate”;
Muitos disléxicos confundem o “R” com o “L”; e o “M” com “N” ao falar;
Misturam sons em palavras multisilábicas: por exemplo, falam “aminal”;
Dificuldade para descrever o que comeram de almoço ou fizeram ontem;
Aos cinco anos e meio têm dificuldade para soletrar “cat” (gato?);
Problemas com seqüência como, por exemplo, descrever a ordem de uma série de figuras;
Gaguejam;
Dificuldades em se concentrarem;
Maneira não normal de segurar o lápis ou apoiando a cabeça na carteira para observar a ponta do mesmo;
Dificuldade em amarrar os laços dos sapatos / tênis.

Tradução - José Carlos Ferreira de Souza
Publicado no TES - The Times Educational Supplement - 20 Mar 2008 - www.tes.co.uk
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