1. Como desconfiar que a criança pode estar
com dificuldade para se adaptar à nova professora?
A criança
por menor que seja, já manifesta reações
de prazer ou desconforto; assim sendo os pais devem estar atentos à rotina
de seus filhos, para que possam perceber qualquer alteração,
mesmo as mais sutis. Se a criança estiver vivenciando uma nova
situação escolar, é normal ocorrerem sinais de insegurança
ou ansiedade, que devem desaparecer em um ou dois meses. Todavia, passado
este período de adaptação, se persistirem mudanças
comportamentais freqüentes tais como: tristeza, choro, agressividade,
reclamações verbais, resistência a freqüentar
a escola, regressões (xixi na cama, uso de chupeta), alterações
no sono e no apetite, até febre ou dores, e que não sejam
decorrentes de conflitos no ambiente familiar; é um alerta de
que seu filho pode estar com problemas na escola, seja no relacionamento
com a nova professora, seja com colegas ou no processo geral de aprendizagem.
2.
Se o problema de adaptação ainda não foi superado,
convém procurar outra escola?
Caso a criança continue apresentando
um comportamento alterado, os pais devem primeiro conversar com ela e
verificar o que está acontecendo;
devem ainda procurar a escola e relatar a situação, para
que possam avaliar se o problema se encontra na dinâmica individual,
na familiar ou na instituição. A mudança de escola
só se justifica, caso seja constatado de fato pela família,
a inadequação da mesma para seu filho. E se a família
não conseguir sentir-se segura acerca do que está ocorrendo
deve procurar um profissional para que este a oriente.
3. O que fazer
quando é a mãe que não está satisfeita
com a professora?
Apesar da escola ser um espaço da criança,
os pais precisam também se sentir seguros e confiantes, caso contrário,
mesmo sem verbalizarem estarão dificultando e até mesmo
impedindo a adaptação de seus filhos. Portanto o ideal é que
possam ponderar sobre a questão, avaliar as suas insatisfações,
procurar discuti-las na escola, objetivando uma relação
mais harmoniosa, e se realmente as suas queixas tiverem fundamento o
melhor é procurar um espaço mais adequado e que corresponda às
expectativas de ambos, família e criança.
Tânia Maria de Campos Freitas
Psicopedagoga Clínica
Professora especialista em distúrbios de
leitura, escrita e dislexia
Diretora do CPM – Centro Psicopedagógico
Maranhão
Diretora de Eventos Científicos da ABD – Associação
Brasileira de Dislexia
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