Sou Disléxico por natureza. Não dói, nem coça, apenas é, e por ser já basta por demais para ser um incômodo. Aí que vem o que; para quem incomoda com que, ou para quem! Comigo é bem simples, não há bem um sentindo lógico para que eu lhe diga exatamente como me sinto dentro da dislexia, pois qualquer relato que eu diga, a dislexia me deixa fora do sentindo que explique a você, não disléxico, o que por ventura você queira me corrigir do seu modo de dizer e não vai ter sentindo nenhum, daquilo que eu disse. Confuso? Eu também!

Vamos do básico: então eu aprendi a ler sozinho, como? Não sei! Apenas comecei lendo antes de ir para escola, e me maravilhei com esta coisa que era ler, que era pegar esta letra, alinhar com esta de cá e de repente da do risco o som lido. Pense comigo: é um traço dado, um risco feito, organizado para que siga uma ordem, uma estrutura que teve sua seleção há séculos, entre curvas e retas para que enfim! Para no fim! Ser apresentada como o Alfabeto e a ele a responsabilidade para que eu, você e os demais, possam se comunicar. Pois é fácil, é risca dada que condiz com o som. Letra e som, fácil né? Para mim, nem lascando!

Cada Dislexia tem sua personalidade e opinião própria. No meu caso a Dislexia que carrego, junto com meu ego, tem como opinião que o som não tem que ter a mínima semelhança com que eu escrevo e leio. Ela teima até hoje em me criar confusões para que eu me sinta confuso e ela (a Dislexia) se sinta dona da Razão.  Não há porque nem discutir com meu Eu Disléxico, já que é teimosa e acha por que acha, que é assim e pronto.

Veja: Aos meus seis anos, dotado do dom da leitura, me perguntava porque todo o posto de gasolina vendia uma droga de óleo. Sim! Está escrito lá, em letras garrafais: “DROGA DE ÓLEO”.

Aos nove eu já tinha medo de uma tia desconhecida que era maldosa demais, e fazia muito mal caso eu desse doce para meu tio. Minha mãe sempre me aterrorizava dizendo: “Se seu tio vier aqui, não dê doce para ele senão a Tia Beth pode matar ele! ” O pior que todo mundo sabia do grau de maligno e nada faziam.

E pensa que a Dislexia é uma doença que se livra com o tempo, engana-se!

Na Faculdade, na entrega de minha monografia, apesar dos elogios, a banca questionava porque eu sempre acometia com o assunto ou tema a ilegalidade do aborto. Verdade, estava escrito lá quando eu ABORTAVA o assunto.

Uma feita então, já formado em Artes Cênicas, em um dos espetáculos, disse que na primeira fileira uma criança Alpina ria muito de nosso espetáculo. Foi um pulo para todos imaginarem uma criança toda feita de chocolate.

Isso mesmo, meu Eu Disléxico acha que t e d, p e b, c e g, acompanhadas às suas vogais, podem ser parecidos ou serem trocados de funções sonoras facilmente. Não importando o consenso geral.

Além das trocas, minhas frases são soltas e de sentido único ao meu Eu Disléxico. Para ele, este encosto, o sujeito é um ser encoberto pelo artigo, que não se encontra muito com o verbo, pois o mesmo está de picuinha com o objeto da frase; veja:

O Rato subiu o Gato no telhado para pegar!

Lógico que o tempo e recursos de aprendizados me ajudaram a entrar em acordo com meu Eu Disléxico. Concordamos que podíamos dar ao outro voz e escrita em momentos que o Word não tivesse presente (ou você acha que este texto não ficou todo o tempo grifado de vermelho?). Cordeamos avisar os demais que carrego um Eu Disléxico, mesmo que a moda tenha feito da Dislexia um transtorno bonitinho que todo mundo que ter, ou usa como desculpa para um Eu Ignorante. Já dou a dica; ser disléxico é um saco, é ser ridicularizado a todo momento, sem mesmo saber o que errou. É ser taxado de analfabeto. Fazer que sua professora te obrigue a ler em voz alta na frente da classe, ou manda seus pais obrigarem a decorar a matemática e investir em exatas porque a palavra e leitura não seria para mim. Saber que seu pai vai jogar pela janela todos seus quadrinhos, livros, seu verdadeiro prazer, porque acha que a professora tem razão. Ser disléxico é não desentalar o que está preso na garganta, porque sabe que ninguém vai entender o que vai dizer. Esqueça, meu caro! Dislexia não te tira uma parte do seu corpo visivelmente, mas mutila tua palavra.

Mas mesmo assim quis ser escritor, ator e continuar a ler e ler e ler. Sabe como? Pelo som!

Não importa se meu pato é bado, no momento que ele dá seu: “quá quá!”, nesse momento ele tem pé de pato e pena e bico de pato. Sim, fui a criança que decorou o “quá quá”, ao invés de pa com to faz pa-to, naqueles livrinhos!

Descobri que o som tem peso, medida e substância. Que a entonação ia me levar além do que ler e escrever. Que o teu: Bom Dia! Vai me dizer se está bem, triste ou simplesmente indiferente a mim. A forma que diz, a velocidade, impostação, respiração. Tudo vai denunciar o sentido lógico que nem meu Eu Disléxico pode subverter.

É assim que leio grandes Romances. Cada personagem tem uma forma única de se comunicar. Fulano da história respira lento e sempre mente com suas tônicas sem sentido! Fulana tenta disfarçar sua insegurança arrastando a voz e dando força e diminuindo a velocidade no momento que elogia. É assim que descobri que Macunaíma é um livro de aventura maluca, não obrigação mercenária de Vestibular. E foi assim que Guimarães Rosa me fez tanto sentido. Ouve o som daquelas frases, a Respiração daquela onça, o Jagunço com voz de pólvora. Te convido, Ouça!

Ouça!

Sim você tem todo o direito de ouvir uma boa história. Você que como eu descobriu que a voz humana pode te levar por histórias e conhecimentos a mil. E nem precisa ter um EuDislexico. Precisa apenas gostar de ouvir uma boa história.  Você gosta? De conhecer? Aprender novas ideias? Ou simplesmente gostaria de dar sentido aquele livro, que pegam no seu pé para ler? E você sabe que não vai ler, não faz seu estilo, gosto e nem afeição por aquelas palavras que não lhe fazem sentido escrito, mas que você sempre deve curiosidade em saber da história. Sim, escute! Dica do meu EuDislexico que ouve e gosta assim, com sentido, com paixão, com vida! Ele até entende!

Olha aí! Eu com esta história toda nem disse que sou Produtor Artístico do Tocalivros, e produzo audiolivros. Tenho este prazer de produzir audiolivros. Em escolher a voz certa para o título certo, que saiba contar como ninguém está história que seja gosto de todos. Que tenha forma, medida e substancia. De ajudar nas seleções das músicas, para que o ouvinte viagem além do fone de ouvido. Tenho este orgulho de levar leitura a todos, que podem me dar ouvidos. O prazer de dar vida aos livros! Gostaria que você ouvisse e deixasse que a leitura, no caso, o som do audiolivro de leve além da palavra escrita. Venha, ou você acha que eu ou o meu EuDislexico não sabemos o que estamos dizendo? Veja aqui abaixo nossa parceria entre ABD e Tocalivros trazendo vida e som para seus livros!

add 29 comments on “Eu sou Disléxico

  • Escrever neste Site é seguro?. Pois gostaria de fazer uma pergunta, mais fiquei insegura.

    1. Delma, o site é seguro. Mas se preferir ter privacidade poderá nos enviar um email com sua dúvida: contato@dislexia.org.br

      1. Tenho 35anos não sei ler direito né escrever eu conseguir escrever e ler quando eu tinha 14 anos agora faço faculdade só eu na minha sala que vai pra final em todas matéria muito ruim estudo e não entendo nadar 

        1. Olá, Suely!

           

          Para saber se uma pessoa tem dislexia ou outro transtorno de aprendizagem é necessário passar por uma avaliação multidisciplinar.

           

          Vários são os procedimentos usados nessa avaliação multidisciplinar a fim de se detectar a presença de um quadro de dislexia. Como se trata de uma avaliação bastante completa é possível detectar-se a presença de outros transtornos de aprendizagem.

           

          Nesta avaliação multidisciplinar, a equipe necessita de atendimentos neuropsicológicos, fonoaudiológicos e psicopedagógicos. Além disso, serão solicitados exames e questionários complementares, tais como: Audiometria, Processamento Auditivo, Processamento Visual, Avaliação Neurológica, o preenchimento da Anamnese e do “Questionário Escolar” ou “Questionário para Adultos” (dependendo da idade do paciente).

           

          Após todas as investigações os resultados dos exames e questionários entregues, será realizado o estudo do caso pela equipe multi e interdisciplinar para concluirmos o diagnóstico e fazermos o encaminhamento mais indicado para cada caso.

           

          Não é recomendado que apenas um profissional feche o diagnóstico de dislexia.

           

          Caso tenha interesse de realizar a avaliação conosco, por favor entre em contato pelos telefones: (11) 3258-7568 – 3231-3296 – 3237-0809 ou pelo e-mail secretaria@dislexia.org.br.

  • cleuciane moraes franco wrote:

    ola boa tarde tenho dificuldade em aprender matematica, e tenho vergonha

     

    1. Cleuciane, não tenha vergonha. Muitas pessoas também têm esta dificuldade. Procure ajuda especializada pois com certeza você superará estas dificuldades!

  • NÃO EXISTE INCLUSÃO SOCIAL NA PRATICA, SÓ NA TEORIA.

    UM DOS MEUS FILHOS TEM DISLEXIA SEVERA E EM NENHUMA DA INUMERAS ESCOLAS ESTÃO PREPARADAS PARA ELA . OS PROFESSORES SÓ QUEREM DAR AULA PARA ALUNOS QUE NÃO FUJA DO MÉTODO NORMAL E COVENIENTE DA METODOLOGOIA DE ENSINO.  PROFESSORES NÃO QUEREM TER TRABALHO E NEM CONHECIMENTO DE COMO LIDAR COM ISSO. 

    1. Andrea Regina wrote:

      Descobri a resposta das minhas dificuldades na pós graduação em 2007, sou graduada em Pedagogia pela UEPA e trabalho há 18 anos avaliando e atendendo alunos com dislexia. Quando a formação chega de uma forma pratica ate o professor ele passar ate um outro olhar com alunos dislexico. O que precisa e boas formações e avaliações com inturito de buscar o sucesso escolar do aluno. Penso o que falta e politicas publicas do MEC sobre dislexia junto com os programas de alfabetização. Falar em alfabetização hoje também e falar de dislexia ja que a estimativa e 10% da população que são confundidos muitas vezes como analfabetos funcionais pelos órgão que não tem conhecimento sobre os transtornos funcionais especificos.

      Pelo fato de também apresentar dislexia   queria muito fazer mestrado nesta área.

  • Elizete Caputte wrote:

    Tenho uma filha diagnosticado com TDAH , ao logo da vida teve muita dificuldade na escola, ate que passou em uma faculdade ai sim vem o sofrimento e a baixa estima, o nao conseguir gravar o que estuda, muitas materias de uma vez so, so esta deixanado acreditar que e incapaz e que nao vai conseguir concluir o seu curso,eu procurei ajuda no ABD.

  • Olá, esta associação exite apenas em São Paulo? Gostaria de mais informações inclusive sobre o (a) autor (a) do texto. Tenho uma adolescente com o quadro que foi diagnósticado apenas ao final do ensino fundamental 1, apesar de todas as minhas insistências junto a escola de que algo não ia bem.

    No momento, a assistência prestada pela escola está satisfatória, mas o ensino médio me preocupa.Chorei ao ler o texto, pois me emociona ver alguem com um disturbio desta natureza trabalhando, produzindo e ajudando outras pessoas que passam pelo mesmo. 

    Só quem passa sabe!

    Ah, tenho interesse nos audioslivros. Como fazer para ter acesso aos classicos?

    Obrigada

    1. Olá, Mônica!

      A ABD só tem uma sede. Para saber mais sobre os audiolivros, por favor entre em contato com a Tocalivros: 

      +55 11 3103-0555

      atendimento@tocalivros.com

    2. Oi meu nome e leticia tenho 13 ano so eu dislexica mais minha mãe nao liga para issso, minha pro que falo isso mais a minha mãe nao da nem ai para isso 

       

  • Rita Ornellas wrote:

    Sou advogada e estou vivendo um caso de uma mãe que insiste em afirmar que o filho, que tem dislexia, é doente e que tem que fazer tratamento especializado inclusive com uso de medicação. Percebo nela uma vontade muito grande de fazer todos acrditarem que o adolescente é um doente. Percebo que o menino á um tanto desligado, não tem compromisso com sua higiene, escovar os dentes, banho, alimentação, etc…No entanto ele é extremamente dedicado e um excelente jogador de jogos no computador e usuário inseparável do smarth phone. Daí pergunto: Dislexia é doença? o adolescente deve ser tratado como um coitadinho? não se pode fazer cobranças, exigir compromissos e obrigações?

    Desde já agradeço.

    Rita Ornellas

    1. Natalia Dantas wrote:

      Oi Rita, sou dislexica, fui diagnosticada quando tinha 8 anos e fiz tratamento com fonaudiologos por muito tempo. Mas minha mãe só me confirmou o diagnóstico quando eu já tinha mais de 30 anos e uma filha.

      Meus pais nunca me contaram com medo que usasse isso como fraqueza, eu acho.

      Sempre ajudaram na minha evolução,  e consegui desenvolver métodos de estudo que me proporcionaram uma graduação em engenharia civil na UFC e pós graduação em gerenciamento de projetos pela FGV.

      Com o tempo consegui identificar minhas fraquezas e superá-las de alguma forma. No meu caso específico eu copiava do quadro e passava a limpo em casa, isso me ajudava a fixar melhor a materia, e meu caderno acabou virando material de apoio para um dos professores nos anos seguintes rsrsrs

      Claro que no cotidiano levamos uma "rasteira" aqui ou acolá,  mas nada que justifique a incapacidade de uma pessoa.

      Mas meu conhecimento sobre o assunto é pouco, acabei de descobrir meu diagnóstico…

      Devem existir vários graus, mas acredito que com o tratamento correto tudo pode ser superado.

  • JoAO, parabéns pelo seu belo texto! Emocionante, encantador , prendeu minha atenção até o fim. Parabéns pelo seu trabalho e força de vontade!

     

  • Carine Almeida wrote:

    Olá gostaria de escutar os audiolivros! Com quem posso entrar em contato?

    1. Olá, Carine! Por favor acesse https://www.tocalivros.com/ ou ligue para +55 11 3103-0555.

  • Raquel Barros wrote:

    Seu depoimento é maravilhoso!!!!
    Sou bióloga e especialista em divulgação ciêntífica e estou criando
     uma atividade lúdica como recurso pedagógico para explicar à população sobre a dislexia de uma forma simples e informal.
    Posso usar algumas de suas frases no meu trabalho?

  • JASIELA Aquino Silva Fidelis wrote:

    Oi sofro muito com os erros ortográficos e uso o corretor em tudo que escrevo .Não tenho um diagnóstico sobre essas dificuldades tanto em português como em matemática . Duas frases que mim perseguem e incomodam até hoje são ( PRESTE ATENÇÃO e VOCÊ NÃO FAZ UMA FACULDADE PORQUE NÃO QUER ) Tão fácil para quem  tem tudo a seu favor … Até hoje não consigo dividir isso mim entristece várias pessoas já tentaram ensinar mais não consigo .

    Fui alfabetizada  na 3 série quando já tinha repetido 2 vezes.Totalmente desmotivada e aceitando que era burra pois erra assim que algumas professoras e colegas me tratavam.

    Sabe o que era pior para mim é que tinha os que maltratavam porque eu era a burra e os que achavam que eu era desatenta e preguiçosa mesmo eu passando horas fazendo as tarefas e ainda os que acham até hoje que me faço de coitada.

    Só sabe a dor de carregar isso quem passa por isso. Descobri sobre a dislexia já adulta através de uma reportagem dia fui em busca de mais informações e descobri a discalculia já não bastasse uma agora eram 2 citações que impediam meu sonho de fazer FACULDADE. Até o diagnóstico é difícil se você não tem condições tratamento então. Hoje tenho 39 anos e voltei a sonhar em fazer uma faculdade embora tenha muito medo dos fantasmas da infância. 

     

  • Erivelton Araujo wrote:

    Só disléxico, desse de crianças sofria muito a dificuldade de não sabre escreve o ler isso me acompanho até à idade adulta quando entre na faculdade e foi aí que meu pesadelo começa tive e eu não sabia pq eu era assim foi chamando de disenteresado é burro que tinha grave erro no meu português isso machucava muito só, foi quando meu chefe que era professor falo para me que tinha disléxia era para eu procura ajuda ainda é difícil mais um dia vou chega no meu sonho em ser um juiz federal os desafios são muito e muitas pessoa não intende que é vc tenta ler o livro que vc gosta a mesma página maid de 4 ou 6 vezes para pode intende.😔😭

    1. Me vi no seu comentário, eu era rotulado de burro, meu maior medo era se chamado para ir na louza  ou ir lá na frente ler, cheguei até saí correndo um vez na sala da aula, isso fez com que eu não fosse mais as aulas, e quando meus pais ficava na frente do portão para ver se eu realmente ia entrar na escola eu aruma um jeito de se mandado para diretoria pq la ninguém ai ri de mi, isso me fez com que eu odiase a escola, um logo que eu antes gostava muito de ir a 3 série eu repeti 3 vezes duas vezes a 5 serie, após várias anos eu sem precisar fazer nenhum tipo de leitura ou escrita, voltou tudo a tona fui em uma entrevista de emprego, chegando la me deram três folhas para eu preencher com meu dados pessoais, mas duas dessas era redação,puzt😕 so não cai no chão pq eu já estava sentado, suei frio o resto vocês ja deve imaginar, se está difícil arrumar emprego para pessoa com um bom estudo imaginar para quem tem dislexia.

  • CRISTIANA DE BARCELLOS PASSINATO wrote:

    Não consigo escrever, só chorar…

  • CRISTIANA DE BARCELLOS PASSINATO wrote:

    O disléxico gosta de ler ouvindo, qdo escreve e alguém lê pra ele, ele percebe o que escreveu errado ou sem sentido, o disléxico consegue se tocar do que fez de absurdo quando alguém ou algum recurso lê pra ele o que ele desordenou no papel ou no word. O disléxico lê e se perde lendo 10 milhões de vezes e vai e volta na leitura diversas vezes e se apega a detalhes nada a ver do que é o sentido central do que o texto quer dizer, pq ele quando começa a entender tudo e juntar o quebra-cabeças, já está exausto de tanto ir e voltar e as letras e palavras serem trocadas.. Cansa… desgasta… confunde. E quando vai escrever o que entendeu? Confunde tudo, as ideias embralham, vai tudo se confundindo e quando ele coloca lá tudo, é um emaranhado embaralhado de tudo que entendeu do jeito que deu pra entender. E quando vai tentar reler já está podre de tão cansado e até dorme e tem umas apagadas no meio do caminho e quando retoma já perdeu de novo tudo que pensava. Esse é o disléxico. Agora, imagine um disléxico não detectar e passar a vida toda sendo rotulado de problemático e estorvo pq não se adequa e sempre é empurrado? "Vc não sabe escrever!", o disléxico ouve de chefes, professores, etc… Sendo que o disléxico não tem culpa nenhuma de nada disso… Isso é o que não desejo que mtos jovens inteligentes, talentosos e sensíveis sofram na vida. Quem sabe um dia eu ajude na UFRJ aos disléxicos a se libertarem dos rótulos que passam a vida ouvindo e melhore o acesso ao diagnóstico para ter um tratamento digno e menos tardio, para evitar tanto sofrimento.

  • Maurício wrote:

    Pergunta: A dislexia tem graus de intensidade?

    1. Sim, Mauricio. O grau pode variar de leve a severo. Com intervenção feita por profissional especializado este grau poderá mudar.

  • Qual é o papel do neuropsicólogo na ajuda a um dislexico?

    1. Diagnóstico: Fundamental na avaliação das funções neuropsicógicas (funções executivas, QI., aspectos emocionais, etc).
      Intervenção: Reabilitação das funções executivas, além de outros modelos terapêuticos.

  • Na infância tive um aprendizagem bem semelhante a de outras crianças, porem sempre lia mais devagar e trocava algumas letras no caso do f e  v , mas uultimamente ando escrevendo as palavras pela metade, será que sou dislexia?

    1. Existe esta possibilidade, mas somente com uma avaliação poderá chegar a esta conclusão. Caso queira saber mais entre em contato com o setor da atendimento: 

      (11) 3258-7568 / (11) 3129-9721 /  (11) 3231-3296 / (11) 3236-0809 / secretaria@dislexia.org.br

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