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Minha vida na Penha
Meu nome é Antonio, nasci em 1951 no Bairro do Brás, um ano após o meu nascimento meu pai comprou um pedaço de terra em uma fazenda que tinha sido loteada. Viemos morar no bairro da Penha. Minha infância foi excelente, sempre andava de bondinho com meu pai. E a ultima vez que andei foi em 1966.
Na época de estudante eu ia a biblioteca da Penha, onde hoje é o teatro Martins Pena e passava horas pesquisando e copiando a matérias. Cabulava (para) aula para ir ao cinema na praça 8 de setembro, cine São Geraldo e aos domingos o clube Esportivo da Penha ficava cheio de famílias fazendo piquenique.
O comércio era nas ruas da Penha, Dr João Ribeiro e Praça 8 de Setembro.
Na década de 70, apesar do (comercio) deficiente saneamento básico, ensino precário e asfalta em apenas poucas ruas, o comercio já crescia como por exemplo “a rua das noivas” na rua Padre João.
Já na década de 90 com a inauguração shoping Penha houve uma expansão no comercio.
A Penha transformou-se em importante centro comercial para os bairros vizinhos onde as pessoas vem procurar desde roupas até clínicas médicas.
Sinto saudades de ir às (misas de) missas de domingo com a família, as matinês no cine São Geraldo onde hoje e o cartório. Quando vou à Penha vejo construções da minha época; a igreja Nossa Senhora da Penha e o conservatório João (pau) Paulo II. E que prazer me da caminhar na ladeira da Penha.
Atualmente vou com meus netos ao Clube Esportivo da Penha, em qualquer uma das linhas de ônibus e lotação que servem o bairro.
Biblioteca?? Pra que!!! Meus netos pesquisãom na (enternete) internet, assuntos que eu levaria uma semana para encontrar eles conseguem em segundos. Apesar de todas as mudanças o sabor das brincadeiras, pés descalços na terra e os passeios de bondinho sempre estarão em meu coração.
Lucas Simão da Silva – Disléxico
Obs.: Foram mantidos os erros de revisão. |