Vento
Vento! Quem o chamou?
Quem pediu que entraste em minha vida?
Vento intruso.
Faz muito tempo...
Quem és tu vento?
Não vê o que fiz todo esse tempo.
Consegui dominar o tempo...
Construi o mais belo dos Castelos,
com ajuda do tempo.
E agora, queres atrapalhar-me com o tempo!
Por que?
Ninguém me chamou,
Não entrei em sua vida,
Não sou intruso,
E nem faz muito tempo.
Quem sou...
Quiçá, nunca saberá.
Mas poderás sentir,
o vento em teu rosto,
e perceberás,
que na fresta do tempo,
sempre estive onde estou...
Fernando de Moura
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