Dia de Crise
Serpentes nos lustres caem na minha face
no momento de leitura
Jogo então a toalha.
Que pesar, tão pouco, para muita perda.
Vivificar os vícios, lograr o lúgubre.
Falta a maldita concentração,
Sistemática e ilógica.
Dissipar a mente em devaneios inúteis parece o caminho das flores
Límpida vereda, frágil como um cristal.
Sombrio passeio em intelecto
híbrido,
Mas antes antagônico e maniqueista.... simples de compreender.
Espirito de mil faces.
Vela de sete dias o espectro de sete cores.
Retorna a Luz ainda que pouca
suplanta a não existência,
A serpe vence a serpe e morre o medo
O pavor da vitoria parece menor
Abro meu livro e vivo.
Fabio Piedade
Advogado.
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