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Como interagir com o disléxico em sala de aula

Uma educação para todos precisa valorizar a heterogeneidade, pois a diversidade dinamiza os grupos, enriquece as relações e interações, levando a despertar no educando o desejo de se comprometer e aprender. Desta forma, a escola passa a ser um lugar privilegiado de encontro com o outro, para todos e para cada um, onde há respeito por pessoas diferentes.

É na escola que a dislexia, de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em outros ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo, valorizadas. Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação nada têm a ver com ele. Não é por acaso que muitos portadores de dislexia não sobrevivem à escola e são por ela preteridos. E os que conseguem resistir a ela e diplomar-se o fazem, astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios, que lhes permitem driblar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as cobranças dos professores, as humilhações sofridas e, principalmente, as notas.

Neste contexto, o educador deve estar aberto para lidar com as diferenças, e como Frederic Litto, da Escola do Futuro da USP coloca: ”deve ser um estimulador do prazer de aprender, um alquimista em fazer o aluno enxergar o “contexto“ e o “sentido” e, um especialista em despertar a autoestima”. Para que isto ocorra, deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, isto é, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, a mostrar liderança, resolver conflitos de opinião, a chegar a um denominador comum e obter uma ação construtiva. Sob este prisma, a interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, este aluno apresenta potencial intelectual e cognitivo preservado; desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se favorecer um melhor desempenho.

 

A seguir estão algumas atitudes que podem facilitar a interação:

  • Dividir a aula em espaços de exposição, seguido de uma “discussão” e síntese ou jogo pedagógico;
  • Dar “dicas” e orientar o aluno como se organizar e realizar as atividades na carteira;
  • Valorizar os acertos;
  • Estar atento na hora da execução de uma tarefa que seja realizada por escrito, pois seu ritmo pode ser mais lento por apresentar dificuldade quanto à orientação e mapeamento espacial, entre outras razões;
  • Observar como ele faz as anotações da lousa e auxiliá-lo a se organizar;
  • Desenvolver hábitos que estimulem o aluno a fazer uso consciente de uma agenda para recados e lembretes;
  • Na hora de dar uma explicação usar uma linguagem direta, clara e objetiva e verificar se ele entendeu;
  • Permitir nas séries iniciais o uso de tabuadas, material dourado, ábaco e para alunos que estão em séries mais avançadas, o uso de fórmulas, calculadora, gravador e outros recursos sempre que necessário;

É equivocado insistir em exercícios de “fixação“: repetitivos e numerosos, isto não diminui sua dificuldade.

Levando-se em conta que o ensino, a aprendizagem e a avaliação constituem um ciclo articulado, deve-se para isso cumprir quatro perspectivas importantes:

  •    Ser formativa
  •    Ser qualitativa
  •    Ser construtivista
  •    Multimeios

A inclusão do aluno disléxico na escola, como pessoa portadora de necessidade especial, está garantida e orientada por diversos textos legais e normativos.

A lei 9.394, de 20/12/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), por exemplo, prevê:

– que a escola o faça a partir do artigo 12, inciso I, no que diz respeito à elaboração e à execução da sua Proposta Pedagógica;

– que a escola deve prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento (inciso V);

– que se permita à escola organizar a educação básica em séries anuais, períodos semestrais e ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios ou por forma diversa de organização (artigo 23);

– que a avaliação seja contínua e cumulativa, com a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período (artigo 24, inciso V, a alínea a).

Diante de tais possibilidades, é possível construir uma Proposta Pedagógica e rever o Regimento Escolar considerando o aluno disléxico.

Na Proposta Pedagógica existem as seguintes possibilidades:

a)     Provas escritas, de caráter operatório, contendo questões objetivas e/ou dissertativas, realizadas individualmente e/ou em grupo, sem ou com consulta a qualquer fonte;

b)    Provas orais, através de discurso ou argüições, realizadas individualmente ou em grupo, sem ou com consulta a qualquer fonte;

    c)  Testes;

d) Atividades práticas, tais como trabalhos variados, produzidos e apresentados através de diferentes expressões e linguagens, envolvendo estudo, pesquisa, criatividade e experiências práticas realizados individualmente ou em grupo, intra ou extraclasse;

e)     Diários;

f)     Fichas avaliativas;

g)    Pareceres descritivos;

h)     Observação de comportamento, tendo por base os valores e as atitudes identificados nos objetivos da escola (solidariedade, participação, responsabilidade, disciplina e ética). 

É importante manter a comunidade educativa permanentemente informada a respeito da dislexia. Informações sobre eventos que tratam do assunto e seus resultados, desempenho dos alunos portadores da dislexia, características desse distúrbio de aprendizagem, maneiras de ajudar o aluno disléxico na escola, etc.

Não é necessário que alunos disléxicos fiquem em classe especial. Alunos disléxicos têm muito a oferecer para os colegas e muito a receber deles. Essa troca de humores e de saberes, além de afetos, competências e habilidades só faz crescer amizade, a cooperação e a solidariedade.

A avaliação de dislexia traz sempre indicação para acompanhamento específico em uma ou mais áreas profissionais (fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia…), de acordo com o tipo e nível de dislexia constatado. Assim sendo, a escola precisa assegurar, desde logo, os canais de comunicação com o(s) profissional(is) envolvido(s), tendo em vista a troca de experiências e de informações.

 

Os professores que trabalham com a classe desse aluno(a) devem saber da existência do quadro de dislexia. Quanto aos colegas, o critério é do aluno: se ele quiser contar para os companheiros que o faça.

 

Possíveis Dificuldades Enfrentadas Pelos Educadores:

  • Não há receita para trabalhar com alunos disléxicos. Assim, é preciso mais tempo e mais ocasiões para a troca de informações sobre os alunos, planejamento de atividades e elaboração de instrumentais de avaliação específicos;
  • Relutância inicial (ou dificuldade) por parte de alguns professores para separar o comportamento do aluno disléxico das suas dificuldades;
  • Receio do professor em relação às normas burocráticas, aos companheiros de trabalho, aos colegas do aluno disléxico, familiares, etc.;
  • Angústia do professor em relação ao nível de aprendizado do aluno e às suas condições para enfrentar o vestibular;
  • Tempo necessário para cada professor percorrer a sua trajetória pessoal em relação a esta questão.

 

       Procedimentos Básicos:

  • Trate o aluno disléxico com naturalidade. Ele é um aluno como qualquer outro; apenas, disléxico. A última coisa para a qual o diagnóstico deveria contribuir seria para (aumentar) a sua discriminação. 
  • Use a linguagem direta, clara e objetiva quando falar com ele. Muitos disléxicos têm dificuldade para compreender uma linguagem (muito) simbólica, sofisticada e metafórica. Seja simples, utilize frases curtas e concisas ao passar instruções.
  • Fale olhando direto para ele. Isso ajuda e muito. Enriquece e favorece a comunicação.
  • Tragao para perto da lousa e da mesa do professor. Tê-lo próximo à lousa ou à mesa de trabalho do professor, pode favorecer o diálogo, facilitar o acompanhamento, facilitar a orientação, criar e fortalecer novos vínculos.
  • Verifique sempre e discretamente se ele demonstra estar entendendo a sua exposição.  Ele tem dúvidas a respeito do que está sendo objeto da sua aula?  Ele consegue entender o fundamento, a essência, do conhecimento que está sendo tratado? Ele está acompanhando o raciocínio, a explicação, os fatos? Repita sempre que preciso e apresente exemplos, se for necessário.
  • Certifique-se de que as instruções para determinadas tarefas foram compreendidas.  O que, quando, onde, como, com o que, com quem, em que horário etc. Não economize tempo para constatar se ficou realmente claro para o aluno o que se espera dele.
  • Observe discretamente se ele fez as anotações da lousa e de maneira correta antes de apagá-la. O disléxico tem um ritmo diferente dos não-disléxicos, portanto, evite submetê-lo a pressões de tempo ou competição com os colegas.
  • Observe se ele está se integrando com os colegas. Geralmente o disléxico angaria simpatias entre os companheiros. Suas qualidades e habilidades são valorizadas, o que lhes favorece o relacionamento. Entretanto, sua inaptidão para certas atividades escolares (provas em dupla, trabalhos em grupo, etc.) pode levar os colegas a rejeitá-lo nessas ocasiões. O professor deve evitar situações que evidenciem esse fato. Com a devida distância, discreta e respeitosamente, deve contribuir para a inserção do disléxico no grupo-classe.
  • Estimule-o, incentive-o, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro. O disléxico tem sempre uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de menos valia, para a qual a escola deu uma significativa contribuição. Cabe, portanto, a essa mesma escola, ajudá-lo a resgatar sua dignidade, a fortalecer seu ego, a (ri) construir sua auto-estima.
  • Sugira-lhe “dicas”, “atalhos”, “jeitos de fazer”, “associações”… que o ajudem a lembrar-se de, a executar atividades ou a resolver problemas.
  • Não lhe peça para fazer coisas na frente dos colegas, que o deixem na berlinda: principalmente ler em voz alta.
  • Atenção: em geral, o disléxico tende a lidar melhor com as partes do que com o todo. Abordagens e métodos globais e dedutivos são de difícil compreensão para ele. Apresente-lhe o conhecimento em partes, de maneira dedutiva.
  • Permita, sugira e estimule o uso de gravador, tabuada, máquina de calcular, recursos da informática…
  • Permita, sugira e estimule o uso de outras linguagens.

 

         O disléxico tem dificuldade para ler e entender o que lê. Assim sendo:

  • Avaliações que contenham exclusivamente textos, sobretudo textos longos, não devem ser aplicadas a tais alunos;
  • Utilize uma única fonte, simples, em toda a prova (preferencialmente “Arial 11” ou “Times New Roman 12”), evitando-se misturar fontes e tamanhos, sobretudo às manuscritas (itálicas e rebuscadas);
  • Para avaliações ofereça uma folha de prova limpa, sem rasuras, sem riscos ou sinais que possam confundir o leitor;
  • Leia a prova em voz alta e, antes de iniciá-la, verifique se os alunos entenderam o que foi perguntado, se compreenderam o que se espera que seja feito (o que e como);
  • Destaque claramente o texto de sua(s) respectiva(s) questão(ões);
  • Recorra a símbolos, sinais, gráficos, desenhos, modelos, esquemas e assemelhados, que possam fazer referência aos conceitos trabalhados;
  • Não utilize textos científicos ou literários (mormente os poéticos) que sejam densos, carregados de terminologia específica, de simbolismos, de eufemismos, de vocábulos com múltiplas conotações… para que o aluno os interprete exclusivamente a partir da leitura. Nesses casos, recorra à oralidade;
  • Evite estímulos visuais “estranhos” ao tema em questão;
  • Se utilizar figuras, fotos, ícones ou imagens, cuidar para que haja exata correspondência entre o texto escrito e a imagem;
  • Dê preferência às avaliações orais, através das quais, em tom de conversa, o aluno tenha a oportunidade de dizer o que sabe sobre o(s) assunto(s) em questão;
  • Não indique livros apenas para leituras paralelas. Dê preferência a outras experiências que possam contribuir para o alcance dos objetivos previstos: assistir a um filme, a um documentário, a uma peça de teatro, visitar um museu, um laboratório, uma instituição, empresa ou assemelhado, recorrer a versões em quadrinhos, em animações, em programas de informática;
  • Ao empregar questões de falso-verdadeiro:  
  1. Construa um bom número de afirmações verdadeiras e em seguida reescreva a metade, tornando-as falsas;
  2. Evite o uso da negativa e também de expressões absolutas;
  3. Construa as afirmações com bastante clareza e aproximadamente com a mesma extensão;
  4. Inclua somente uma idéia em cada afirmação;

                      5.   Evite formular questões negativas.

  • Ao empregar questões de associações:
  1. Trate de um só assunto em cada questão;
  2. Redija cuidadosamente os itens para que o aluno não se atrapalhe com os mesmos.
  3. Use somente um claro, no máximo dois, em cada sentença;
  4. Faça com que a lacuna corresponda à palavra ou expressão significativas, que envolvam conceitos e conhecimentos básicos e essenciais – também chamados de “ferramentas” e não a detalhes secundários;
  • Ao empregar questões de lacuna:

                      5.  Conserve a terminologia presente no livro adotado ou no registro feito em aula.                    

 

O disléxico tem dificuldade para reconhecer e orientar-se no espaço visual. Assim sendo,

  • observe as direções da escrita (da esquerda para a direita e de cima para baixo) em todo o corpo da avaliação.

 

O disléxico tem dificuldade com a memória visual e/ou auditiva (o que lhe dificulta ou lhe impede de automatizar a leitura e escrita). Assim sendo,

  • Repita o enunciado na(s) página(s), sempre que se fizer necessário;
  • Não elabore avaliações que privilegiem a memorização de nomes, datas, fórmulas, regras gramaticais, espécies, definições, etc. Quando tais informações forem importantes, forneça-as ao aluno (verbalmente ou por escrito) para que ele possa servir-se delas e empregá-las no seu raciocínio ou na resolução do problema;
  • Privilegie a avaliação de conceitos e de habilidades e não de definições;
  • Permita a utilização da tabuada, calculadora, gravador, anotações, dicionários e outros registros durante as avaliações;
  • Dê instruções curtas e simples (e uma de cada vez) para evitar confusões;
  • Elabore questões em que o aluno possa demonstrar o que aprendeu completando, destacando, identificando.

 

O aluno disléxico ou com outras dificuldades de aprendizagem tende a ser lento(ou muito lento). Assim sendo,

  • Dê mais tempo para realizar a prova;
  • Possibilite a realização da prova num outro ambiente da escola (sala de orientação, biblioteca, sala de grupo);
  • Elabore mais avaliações e com menos conteúdo, para que o aluno possa realizá-las num menor tempo.

Considere que o aluno disléxico já tem dificuldades para automatizar o código linguístico da própria língua e isso se acentua em relação à língua estrangeira.

Considerando que a avaliação tem a finalidade fundamental de adequar os processos didáticos às necessidades dos alunos (finalidade reguladora), devemos cada vez mais destacar a necessidade da autorregulação dos alunos para adequar os próprios processos de aprendizagem e poder aprender. Neste processo, a professora, os colegas e o próprio aluno atuam como agentes, avaliando e refletindo sobre como se desenvolve a tarefa, para poder fazer os ajustes em suas estratégias de aprendizagem de maneira autônoma.

 

Alguns aspectos práticos a serem observados em relação à avaliação:

  • Avaliar continuamente (maior número de avaliações e menor número de conteúdo);
  • Personalizar a avaliação sempre que possível. Desenhos, figuras, esquemas, gráficos e fluxogramas, ilustram, evocam lembranças ou substituem muitas palavras e levam aos mesmos objetivos;
  • Quando for idêntica a dos colegas, leia você mesmo(a) os enunciados em voz alta, certificando-se de que ele compreendeu as questões;
  • Durante a avaliação preste a assistência necessária, dê a ele chance de explicar oralmente o que não ficou claro por escrito e respeite o seu ritmo;
  • Ao corrigi-la, valorize não só o que está explícito como também o implícito e adapte os critérios de correção para a sua realidade;
  • Não faça anotações na folha da prova (sobretudo juízo de valor);
  • Não registre a nota sem antes:
  1. Retomar a prova com ele e verificar, oralmente, o que ele quis dizer com o que escreveu;
  2. Pesquisar, principalmente, sobre a natureza do(s) erro(s) cometido(s). Ex.: Não entendeu o que leu e por isso não respondeu corretamente ao solicitado? Leu, entendeu, mas não soube aplicar o conceito ou a fórmula? Aplicou o conceito (ou a fórmula), mas desenvolveu o raciocínio de maneira errada?  Em outras palavras: em que errou e por que errou?
  3. Dê ao aluno a opção de fazer prova oral ou atividade que utilize diferentes expressões e linguagens. Exigir que o disléxico comunique o que sabe, levante questões, proponha problemas e apresente soluções exclusivamente através da leitura e da escrita é violentá-lo; é, sobretudo, negar um direito – natural – de comunicar-se, de criar, de livre expressar-se.

 

Educador lembre-se que aqui estão alguns procedimentos para ajudá-lo na sua prática do dia-a-dia, sua experiência, seu feeling e seu compromisso com o ato de educar, também, irão pesar de forma significativa.

 

Autores do Texto: Psicóloga, Psicopedagoga e Professora Ana Luiza Borba

Orientador Educacional e Prof. Mario Ângelo Braggio

add 32 comments on “Como interagir com o disléxico em sala de aula

  • Simone de Faria wrote:

    Sou mãe de um menino diagnosticado disléxico, de 9 anos, que está no terceiro ano do ensino fundamental. Ele já lê, embora sem fluência, mas tem muita dificuldade em escrever corretamente. Atualmente estuda em uma escola particular de ensino forte em SP. A escola vem se mostrando receptiva ao problema e tenta fazer um trabalho de inclusão. Mas, muitas vezes o resultado ( a nota das provas), não correspondem ao que seria o desejável, ainda que ele saiba a matéria. Principalmente em língua portuguesa. Ele adora a escola e não quer mudar. Por outro lado, me preocupo até quando a escola será capaz de lidar com uma criança "fora do padrão". O desgaste para mim tem sido grande, sempre apreensiva e com medo que a escola me chame dizendo que não pode mais mantê-lo como aluno. Enfim, gostaria de uma alternativa de escola, de preferência próxima de onde moro, que consiga lidar com esta diferença, mas que ofereça ao aluno um bom ensino. Você poderia me ajudar com indicações? Obrigada. Simone

    1. Olá, Simone. Não temos como indicar um escola, mesmo porque todas deveriam aceitar um disléxico, ou qualquer outra criança ou adolescente com alguma dificuldade. Infelizmente na prática não é assim. Ele faz algum acompanhamento especializado para ajudar nesta dificuldade?

    2. Sou professora de lingua portuguesa e confesso q tenho muita dificuldade em trabalhar com o meu aluno dislexico.

      Mas uma pratica q funcionou, de certa forma, foi gravar as questoea da prova e passar o audio para o aluno.

      Assim ele ouve e faz a prova junto com os demais alunos.

       

    3. Gregório Oswaldo Marques Pardini wrote:

      Olá Simone,

      Me chamo Gregório, sou dislexico, tenho 24, sou estudante de engenharia na PUC e professor de matemática e física. Tive várias dificuldades ao longo da minha formação e umas das principais foi o julgamento dos outros e um sentimento de ser taxado como burro, coisa que nunca fui, o dislexico várias vezes se interessa por coisas diferentes pra se sentir bom em algo que os demais não são, isso é  uma forma de compensação que fazemos. Fui atleta vários anos isso me ajudou socialmente mas o que realmente recomendo é estimular a música, só fui melhorar muito minha leitura quando comecei a tocar violao, hoje sou um leitor assíduo, já li muito sobre isso e a várias pesquisas que falam que música ajuda muito o aprendizado de um disléxico. Desejo muito sucesso ao seu filho e lembre dislexia pode ser uma dificuldade mas não o impede de nada assim como não impediu várias pessoas memoráveis eram e são dislexicos Einstein, Agatha Christie, tom cruise, John Lennon, Churchill, e muitos outros. O estimule sempre. 

      Abraços

  • Márcia Maciel wrote:

    Bom dia…Sou a Márcia, mãe da Rebeca, 12 anos portadora de dislexia.  Está cursando o 6 ano numa escola tradicional.  Quero mudá-la para uma escola com a Pedagogia Waldorf.  O que vcs acham?

    1. Bom dia, Márcia! Por favor envie um email para contato@dislexia.org.br. Desta forma, poderemos lhe conceder a melhor orientação possível.

  • Juliana Duarte Beraldo wrote:

    Estou encantada com este artigo. Trabalho com crianças especiais e este me respondeu todas as minhas dúvidas.

  • Simone da SilvaQuaresma de Freitas wrote:

    Adorei este artigo tenho um filho de 9 anos diagnosticado como disléxico foi aprovado para o quarto ano ele lê, porém sua maior dificuldade é na escrita gostaria de receber dicas de como ajudá-lo, uma vez que a cada ano os desafios são maiores e estudo com ele diariamente durante o ano letivo. 

  • Maria Rosanne wrote:

    Olá. Gostei muito do artigo.

    Tenho um filho de 5 anos, quase 6. Isso porque ele faz aniversário agora em 20 de abril. Não tenho um diagnóstico profissional de dislexia dele, mas a dificuldade de concentração dele em diversas atividades, me chamou a atenção para isso. O levei para fazer aula de surf e o professor orientou a leva-lo a um psicólogo, por causa dessa dificuldade de focar no que está fazendo. Eu tenho a mesma dificuldade, tenho problema de memória , dificuldade de orientação espacial, facilida em perder objetos…etc. Acho que sou dislexa. Rsrs. Isso é genético?

    Gostaria de saber em qual profissional devo leva-lo, para o diagnóstico? Ou o pediatra o faz?

    Grata

    1. Olá!

      A dislexia é hereditária.

      Para saber se uma pessoa tem dislexia ou outro transtorno de aprendizagem é necessário passar por uma avaliação multidisciplinar.

      Vários são os procedimentos usados nessa avaliação multidisciplinar a fim de se detectar a presença de um quadro de dislexia. Como se trata de uma avaliação bastante completa é possível detectar-se a presença de outros transtornos de aprendizagem.

      Nesta avaliação multidisciplinar, a equipe necessita de atendimentos neuropsicológicos, fonoaudiológicos e psicopedagógicos. Além disso, serão solicitados exames e questionários complementares, tais como: Audiometria, Processamento Auditivo, Processamento Visual, Avaliação Neurológica, o preenchimento da Anamnese e do “Questionário Escolar” ou “Questionário para Adultos” (dependendo da idade do paciente).

      Após todas as investigações os resultados dos exames e questionários entregues, será realizado o estudo do caso pela equipe multi e interdisciplinar, para concluirmos o diagnóstico e fazermos o encaminhamento mais indicado para cada caso.

      Não é recomendado que apenas um profissional feche o diagnóstico de dislexia.

      Caso tenha interesse de realizar a avaliação conosco, por favor entre em contato pelos telefones: (11) 3258-7568 – 3231-3296 – 3237-0809 ou pelo e-mail secretaria@dislexia.org.br.

       

  • Estou com suspeita de 2 alunos com grandes dificuldades na escrita. Este artigo me ajudou muito a entender um pouco mais sobre o tema. Obrigada.

    1. Que bom, Elianete! Se quiser ter mais conhecimento sobre o assunto poderá realizar um de nossos cursos, palestras e videoaulas. Havendo interesse, por favor acesse: http://www.dislexia.org.br/category/programacao/

       

  • alessandra santos wrote:

    Gostei muito do artigo pois tenho um aluno dislexo.Gostaria de saber se a dislexia pode apresentar quadro depressivo pois o aluno não tem ânimo nem para comer ,não gosta da escola passa grande parte deitado

    1. Sim, o disléxico pode apresentar quadro de depressão como causa da dislexia. O ideal é consultar um psiquiatra infantil para cuidar do quadro.

  • JOSELÂNIAVIEIRA SANTOS LEITE wrote:

    Gostaria de receber artigos, materiais, sugestões para trabalhar  com aluno disléxico. Atuo em um Centro de Educação Especial.

    1. Olá!

      Os artigos que temos disponível estão no próprio site, mas poderá acessar este link que tem mais artigos: https://cedaeducacao.wordpress.com/

      Em Junho teremos um curso (EAD ou presencial) que dará dicas de como ajudar o aluno disléxico. Caso tenha interesse, por favor acesse o link a seguir: http://www.dislexia.org.br/dislexia-da-familia-a-educacao/

  • Agradeço demais esse artigo. Sou professora de um dislexo, em sala de aula ensino Inglês e dou aulas particulares de Português, então fico sempre procurando exercícios específicos para a dislexia, formas específicas de lidar com ele, logo esse material foi muito objetivo.

    Muito obrigada!

  • olá tenho um filho de 9 anos q foi diagnosticado com transtorno de atenção e sempre no laudo quando o neuro reavalia  coloca assim:"dislexia?"- fico insegura ñ sei oq fazer p ajudar já foi com psicopedagoga e aulas de reforço… ele escreve tem letra bonita, faço ditado com ele as vezes esquece alguma letra, porém acho q se sai bem… mas na hora de ler!!! Bate um desespero, ñ  consegue e quando consegue ñ entende. Quero me empenhar ao máximo para ajudá-lo, ele estuda em uma escola particular e vejo muito receio da parte deles com relação ao diagnóstico… eles podem se negar a ajudá-lo? na outra escola q estudava tbm particular a professora fazia com ele algumas "avaliações"  q li aí no artigo de vcs… porém tive q voltar p minha Cidade e para escola q ele fez a primeira série… "foi diagnosticado somente no Terceiro ano".

    1. Olá, Fagna!

      Teremos dois cursos interessantes nos próximos meses que tratarão de temas relevantes que poderão lhe esclarecer diversas dúvidas. Caso tenha interesse, por favor acesse os links abaixo para mais informações:

      http://www.dislexia.org.br/transtornos-de-aprendizagem-direitos-deveres-e-orientacoes-para-instituicoes-de-ensino-e-familiares/

      http://www.dislexia.org.br/dislexia-da-familia-a-educacao/

  • Que bom que fornecerão o curso na modalidade EAD… Parabéns.

  • Tenho um filho de 08 anos, está no 3º ano do Ensino Fundamental ele tem muita dificuldade em relação a aprendizagem da escrita e da leitura, está sendo acompanhado por Fono, Psicopedagoga e também está na 3ª sessão com a Neuropsicóloga para fechar o diagnóstico de Dislexia, achei muito interessante este artigo me esclareceu várias dúvidas e confesso que estava com certo medo em receber o diagnóstico, medo de como a partir do laudo afirmativo, como orientar meu filho no ambiente familiar, escolar e lógico para vida…

    Espero encontrar aqui mais e mais orientação.

    1. Olá, Regina!

      Acompanhando nossa página no Facebook postamos matérias de interesse: https://www.facebook.com/AssociacaoBrasileiradeDislexia/

      Além de artigos também temos cursos que podem ajudar nesse sentido. Caso tenha interesse, por favor acesse o link a seguir para mais informações: http://www.dislexia.org.br/category/programacao/

  • Iracrma de Sousa wrote:

    Muito bom. Estou fekiz oor poder ler estes materiais. Obrigada

  • Estou cursando pós em psicopedagogia e o meu tema é dislexia, adorei o conteúdo.

  • Marília Moraes wrote:

    Muito bom o artigo e os comentários nesta publicação. Estou atuando em uma instituição que tem alguns alunos Dislexo. E gostaria de promover uma palestra para os professores, pedagogos e a comunidade escolar sobre o tema. Gostaria de ter indicação de profissionais que possam ministrar sobre este assunto com propriedade. Tenho interesse pelo tema.

    1. Olá, Marília! Por gentileza faça esta solicitação através do e-mail atendimento@dislexia.org.br

  • Katia Obermuller wrote:

    tenho um neto que desde pequeno já se tem sinais de alerta,conviveu em escolas de socialização mas agora que está com  7 anos a dificuldade aumentou pois não consegue ser alfabetizado ,não consegue escrever as letras só faz no papel círculos e mais círculos .Está fazendo as terapias mas eu como avó não sei o diagnóstico.As escolas aqui em minha cidade não tem monitoras para acompanhar o desenvolvimento de crianças com esses graus de dificuldades.

    1. Olá!

      Se estiver interessado em realizar uma avaliação com nossa equipe, por gentileza entre em contato com o setor de atendimento: 

      11) 3258-7568 / (11) 3129-9721 

      (11) 3231-3296 / (11) 3236-0809

  • Gostaria de saber mais sobre dislexia.

    1. Olá! Como podemos ajudar? Gostaria de informação sobre avaliação?

  • BOA TARDE 

    TENHO UM FILHO DE 11 ANOS ELE TEM PROBLEMAS NA FALA E ESCREVE DA FORMA QUE ELE PRONUNCIA AS PALAVRAS, JA  FEZ TRATAMENTO COM FONO E JA PASSOU EM UMA CONSULTA  COM A PSICOPEDAGOGA DA REDE QUE ENCAMINHOU ELE NOVAMENTE PRA FONO, CORRO COM ELE DESDE OS 5 ANOS DE IDADE MAIS ATÉ AGORA NÃO TIVE UM DIAGNÓSTICO.

    VOCÊS PODERIAM ME ORIENTAR SOBRE O QUE FAZER.

    ATENCISAMENTE JULIANA

    1. Olá, Juliana.

      Caso tenha interesse de realizar a avaliação conosco, por favor entre em contato com o setor de atendimento para mais informações: (11) 3258-7568 – 3231-3296 – 3237-0809.

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